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O café finalmente ficou métrico

29 de set.
1 min de leitura

23 de setembro de 2026 marca um pequeno, mas simbólico, momento na longa história do mercado futuro de café. Pela primeira vez, o novo contrato de Café Arábica da ICE apresentou um volume de negociação relevante e negociou 48 contratos, agora cotados em dólares por tonelada métrica negociando entre US$ 5.724 e US$ 5.737 por tonelada. Quarenta e oito contratos certamente não representam muito, mas, de alguma maneira, uma era começou a chegar ao fim.



O mercado futuro de café começou a ser negociado em Nova York em 1882. Desde então, por quase um século e meio, o mercado internacional de café arábica passou a falar uma língua bastante peculiar: centavos de dólar por libra-peso.


Os produtores colhem e negociam em sacas de 60 quilos. Os navios transportam toneladas. Mesmo assim, o mercado futuro de Nova York continuou, teimosamente, nos dizendo que o café vale, por exemplo, 300 centavos de dólar por libra.


O pessoal do café se acostumou. Alguns de nós até aprenderam a multiplicar por 1,3228 quase automaticamente. Agora essa tradição tem data para terminar. Março de 2028 será o último vencimento do contrato tradicional Coffee “C” cotado em centavos de dólar por libra, enquanto a nova geração de contratos será negociada em dólares por tonelada métrica.

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Até Jesse Livermore, um dos mais famosos especuladores da história de Wall Street, negociou café em centavos de dolar por libra.


O mercado continua sendo aquela mesma fascinante mistura de clima, safras, consumo, medo, ganância e, ocasionalmente, algum bom senso.


Só que agora, finalmente, o café também está entrando no mundo métrico.



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