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Alegrem-se! O Papa Leão gosta de café (e prefere um café bem forte)

Por Zac Cadwalader



O Papa Leão é, entre católicos e não católicos, o pontífice mais querido desde... bem, desde o anterior. Primeiro norte-americano a liderar a Igreja Católica, antes de se tornar o Papa Leão XIV era Robert Francis Prevost, de Chicago, Illinois. Torce pelo Chicago White Sox — equipe que, milagrosamente, passou a jogar melhor depois de sua eleição — e gosta de jogar Wordle. Mas ainda havia uma questão de extrema importância: afinal, qual é a relação do Papa com o café?


A resposta é simples: ele é fã do café peruano e da curiosa forma de preparo.


Segundo reportagem do National Catholic Register, essa preferência surgiu durante o período em que atuou como bispo de Chiclayo, no norte do Peru. Foi lá que ele desenvolveu o gosto pelo método tradicional local de preparo, utilizando uma cafetera gota a gota .


O sistema funciona de maneira semelhante ao filtro vietnamita (phin) e a cafeteira napolitana. A água quente é colocada em um compartimento superior poroso, de onde goteja lentamente sobre um cesto contendo o café moído, produzindo um concentrado bastante intenso — segundo a reportagem, até quatro vezes mais concentrado do que um café filtrado convencional. Esse concentrado é conhecido como escencia de café (essência de café).



Depois disso, cada pessoa adiciona água quente conforme sua preferência: menos água para um café mais forte e mais água para uma bebida mais suave.


Segundo Eduard Montoya Altamirano, proprietário do restaurante Trébol, em Chiclayo, onde o então bispo Prevost costumava tomar café da manhã, o atual Papa sempre preferia seu café mais encorpado. Quando a água quente era servida para que cada um ajustasse a intensidade da bebida, ele seguia a filosofia de que "menos é mais". E leite? Nunca. "Somente com água", afirma Altamirano.


Agora instalado na Cidade do Vaticano, os hábitos cafeeiros do Papa Leão permanecem desconhecidos. A resposta mais óbvia seria imaginar que ele tenha adotado o espresso italiano. No entanto, o National Catholic Register observa que muitas das pessoas mais próximas ao pontífice — incluindo seu secretário, seu companheiro de residência no apartamento papal e até as religiosas que, segundo rumores, cuidam da casa — são peruanos.


Quem sabe algum deles não tenha levado discretamente uma tradicional cafeteira da vovó peruana?


Nápoles fica a apenas duas horas e meia de viagem de papamóvel. Talvez ele tenha migrado para uma cafeteira napolitana.


Também é inevitável imaginar como o "Papa de Chicago" tomaria seu café em sua cidade natal. Na verdade, ele não mora na região desde o início da década de 1980, muito antes de Chicago se transformar em um dos grandes polos do café especial nos Estados Unidos.



Texto original de Zac Cadwalader, editor-chefe da Sprudge Media Network e jornalista baseado em Dallas, publicado no Sprudge em 20 de julho de 2026.

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